sexta-feira, 9 de dezembro de 2016



Sobre a Sintidus

A Sintidus é uma revista científica e interdisciplinar que pretende divulgar estudos que se debrucem sobre a Guiné-Bissau ou sobre as conexões históricas e contemporâneas construídas entre o espaço guineense e os lugares materiais e imateriais que configuram o mundo. O nome Sintidus, forma pluralizada do termo sintidu, em kriol da Guiné, é um termo multidimensional cuja acepção alude à pluralidade de consciências, significados e direcções. É nessa multidimensionalidade que reside a resiliência, complexidade e pluralidade das geografias físicas, sociais e políticas da Guiné-Bissau e é aí que a Sintidus se pretende situar. A revista Sintidus foi fundada a 22 de novembro de 2016 na Universidade Lusófona da Guiné em Bissau e bocadu n’bocadu dialogará, pela escrita, diversos pensamentos, argumentos e experiências de arquivo, laboratório ou campo.
O primeiro número da Sintidus saiu online a 22 de janeiro de 2018 e os artigos estão disponíveis em acesso livre em http://sintidus.blogspot.com/p/artigos.html. Inclui quatro artigos de investigação, uma comunicação curta, uma recensão e um ensaio fotográfico. A versão física do número 1 saiu em julho de 2018. O número dois da Sintidus está em fase de finalização e será disponível online brevemente.
Com esta revista propomos divulgar as perspectivas de quem estuda, observa e discute problemáticas ancoradas nos vários tempos e extensões geográficas da Guiné-Bissau. Não estando balizada em nenhuma disciplina específica consideramos que a Sintidus se propõe a usar várias lentes para discutir o concreto e o conceptual. É uma revista generalista que aceita trabalhos de ciências naturais, sociais, humanidades e estudos artísticos e que assegura acompanhamento editorial adequado às necessidades de cada manuscrito em revisão. Desejamos ilustrar o cruzamento de disciplinas, saberes e ciências pelo que artigos que promovam estes diálogos serão priorizados. A investigação e análise crítica cravam-se de diferentes significados, direções e consciências — as três ideias expressas no termo sintidu, em Kriol. A revista homónima do termo pretende fazer representar a pluralidade de visões e perspectivas e divulgá-las na forma escrita para que este modo de partilha se aproxime da diversidade que caracteriza a oralidade guineense.




      Conselho Editorial


Augusto Bock, Universidade Lusófona da Guiné
Cadija Mane, Instituto Nacional de Saúde (INASA)
Djulde Camara, Universidade Lusófona da Guiné
Joana Sousa, Universidade Lusófona da Guiné
Luís Colaço, Universidade Lusófona da Guiné
Mamadú Djaló, Universidade Lusófona da Guiné
Mamadu Jao, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Rui Sá, Universidade Lusófona da Guiné
Selma Brezavscek, Universidade Lusófona da Guiné
Sónia Santos, Universidade Lusófona da Guiné
Tcherno Djaló, Universidade Lusófona da Guiné

      
      Conselho Consultivo 

Abdulai Silá, Ku Si Mon, Guiné-Bissau
Boa Monjane, Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra, Portugal
Carlos Rui Costa Ribeiro, Organização da Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, Guiné-Bissau 
Dautarin da Costa, Investigador Independente
Erica Cristina Bispo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), Brasil
Joacine Katar Moreira, Centro de Estudos Internacionais, Instituto Universitário de Lisboa, Portugal
Julião Soares Sousa, Universidade de Coimbra e Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Portugal
Manuel Bívar, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Unicamp, Campinas, Brasil
Maria Joana Silva, CIBIO, Universidade do Porto, Portugal
Moema Augel, Investigadora Independente
Philip J. Havik, Instituto de Higiene e Medicina Tropical Universidade Nova de Lisboa, Portugal
Raul Mendes Fernandes, Universidade Amílcar Cabral, Guiné-Bissau
Sílvia Roque, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Núcleo de Humanidades, Migrações e Estudos para a Paz 
Teresa Montenegro, Ku Si Mon, Bissau, Guiné-Bissau
Vincent Foucher, Les Afriques dans le Monde,  Sciences Po Bordeaux, França